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Como estruturamos marketing e vendas para gerar demanda de alto ticket na Ommega

  • Foto do escritor: Guilherme Camargo
    Guilherme Camargo
  • 8 de mai.
  • 4 min de leitura

Vender alto ticket não depende só de indicação


Empresas que trabalham com produtos de alto valor costumam operar com uma lógica previsível. Dependem de indicação, relacionamento e prospecção ativa. Quando esses canais funcionam, o crescimento acontece. Quando param, o fluxo de vendas desacelera.


Esse era o cenário da Ommega Equipamentos.


A empresa já possuía um bom posicionamento no mercado e produtos com alto valor agregado, como descascadoras automáticas, filetadeiras de frango, fornos de finalização e quebradoras de ovos industriais. O ticket médio gira em torno de R$ 45 mil, com um ciclo de decisão naturalmente mais longo.


O problema não era o produto. Era a forma como a demanda era gerada.


O limite dos canais tradicionais


Antes da estruturação do marketing, a geração de oportunidades dependia de três frentes principais: prospecção ativa, indicações e leads enviados por empresas representadas.


Esse modelo funciona até certo ponto, mas tem uma limitação clara. Ele não é previsível.


O volume de oportunidades varia, o controle sobre a geração de demanda é baixo e o crescimento fica condicionado a fatores externos.


Esse tipo de operação cria um cenário comum. A empresa vende, mas não consegue escalar.



Alto ticket exige mais do que presença digital


Existe uma crença comum de que basta investir em anúncios para aumentar vendas. No caso de produtos de alto ticket, essa lógica não se sustenta.

Quando a decisão envolve valores mais altos, o processo de compra muda completamente. O cliente pesquisa mais, compara alternativas, busca validação e precisa de segurança antes de avançar.

Sem uma estrutura que acompanhe esse comportamento, o marketing não consegue sustentar o processo até a venda.

A virada não foi campanha, foi estrutura

O trabalho começou com uma mudança de abordagem. Em vez de executar ações isoladas, o foco passou a ser estruturar o marketing como um sistema integrado.

Isso envolveu quatro pilares principais:

  • Estratégia para direcionar decisões e definir posicionamento

  • Conteúdo para educar e influenciar o processo de compra

  • Tráfego pago para gerar demanda de forma consistente

  • CRM para organizar os leads e sustentar o processo comercial

Sem essa integração, qualquer esforço tende a gerar resultado pontual.


Conteúdo como base da geração de demanda


No contexto da Ommega, o conteúdo teve um papel central. Não como presença de marca, mas como ferramenta de influência.

Os materiais foram estruturados para mostrar aplicações reais dos equipamentos, esclarecer dúvidas técnicas e reduzir objeções comuns do processo de compra.

Isso encurta o ciclo de decisão porque o cliente chega mais preparado para a conversa comercial.

Conteúdo, nesse caso, não é suporte. É parte ativa da venda.

Tráfego pago para gerar consistência

Com a base de conteúdo estruturada, o tráfego pago entrou como acelerador.

As campanhas em Meta Ads e Google Ads foram direcionadas para geração de demanda qualificada, não apenas volume.

Esse ponto é crítico. Em operações de alto ticket, não faz sentido buscar grandes volumes de leads. O foco precisa estar na qualidade e no perfil.

O tráfego passa a ser um canal de aquisição previsível quando está conectado à estratégia e ao conteúdo.


CRM como peça central do processo

Um dos principais diferenciais da estrutura foi a implementação e uso ativo do CRM.

Em vendas de alto ticket, o lead raramente compra no primeiro contato. É necessário acompanhamento, organização e consistência no relacionamento.

O CRM permitiu estruturar esse processo, garantindo que nenhum lead fosse perdido e que cada oportunidade fosse trabalhada da forma correta ao longo do tempo.

Sem isso, o investimento em marketing tende a se perder no meio do caminho.

O impacto nos resultados

Com a estrutura em funcionamento, o cenário mudou de forma consistente.

A Ommega passou a ter um volume de demanda 53% maior em comparação ao período em que dependia apenas de prospecção ativa, indicação e canais indiretos.

Mais do que volume, houve uma mudança na qualidade das oportunidades e na capacidade de conversão.

O efeito mais importante foi a constância. A empresa passou a realizar vendas recorrentes todos os meses, mesmo trabalhando com produtos de alto ticket e ciclo de decisão mais longo, com equipamentos na faixa de R$ 45 mil.

Isso transforma completamente a operação.

O que esse case mostra na prática

Esse projeto reforça um ponto central.

Marketing não é sobre gerar movimento. É sobre gerar direção.

Empresas que operam sem estrutura até conseguem vender, mas não conseguem prever. Dependem de picos, indicações e esforço constante do time comercial.

Quando estratégia, conteúdo, tráfego e CRM passam a trabalhar juntos, o marketing deixa de ser um apoio e passa a ser um sistema de geração de demanda.

É isso que permite crescer com consistência, mesmo em mercados mais complexos.

Conclusão

A Ommega não passou a vender mais porque aumentou investimento ou fez campanhas isoladas.

O crescimento veio da organização do marketing e da integração com o processo comercial.

Esse tipo de estrutura transforma um modelo instável em um sistema previsível.


Se sua empresa trabalha com vendas de alto ticket e ainda depende de indicação, prospecção ou ações pontuais, existe um limite claro para o crescimento.

A Fujin organiza estratégia, conteúdo, tráfego e CRM para transformar marketing em um sistema de geração de demanda consistente.

Se o objetivo é sair da dependência e construir previsibilidade, esse é o próximo passo.



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